Colocação de um implante posterior imediatamente carregado

Dr. Dario Adolfi

  • Dentista pela Universidade de São Paulo.
  • Doutorado na especialidade de Prótese pela Universidade Estadual Paulista (UNESP) e Técnico Odontológico.
  • Diretor do Centro de Treinamento de Educação Spazio em São Paulo.
  • Publicou inúmeros artigos e é o autor do livro “Estética Natural”.
  • Palestrante em diversos cursos teóricos / práticos e com demonstração na América do Sul, Europa, Áustria, Estados Unidos e Ásia.
  • Clínica Privada em São Paulo – Brasil.

Dr. Maurício C. Adolfi

  • Especialista em Periodontia.
  • Diretor de Cirurgia e Periodontologia da clínica Spazio Education.
  • Professor no centro de educação Spazio Education.
  • Cursos e conferências ministrados na América do Sul e Europa.

Links de interesse:

Introdução ao caso

A colocação imediata de implantes na região posterior inferior é um procedimento desafiador, devido à limitação anatômica pela presença do nervo alveolar.

Esse procedimento tem a vantagem de exigir apenas um procedimento cirúrgico, desde que alguns critérios de seleção sejam respeitados e as normas cirúrgicas específicas sejam seguidas.

Este caso clínico tem como objetivo mostrar todas as etapas cirúrgicas, clínicas e laboratoriais na colocação de um implante Galimplant IPX ø 4 x longo. 10mm na região do dente 36 e uso de pilar transepitelial e restauração provisória com carga imediata.

Após o período de osseointegração de 4 meses, uma moldagem foi feita e um componente de zircônia e uma restauração de cerâmica de dissilicato de lítio totalmente anatômica (E Max-CAD) foram confeccionados com o sistema CAD / CAM.

História médica e antecedentes

Paciente do sexo feminino, 39 anos, em bom estado de saúde, apresentava ausência do dente 36, extraído há cerca de 4 anos.

Vista oclusal e oclusal da região edêntula. (Figuras 1-2)

Foi realizada avaliação radiográfica por meio de tomografia, verificando o bom estado ósseo para a colocação do implante. (Figura 3)

Figura 1

Figura 2

Figura 3 – TAC inicial

Etapas cirúrgicas

Após a abertura do retalho, foi utilizada uma broca esférica para realização da osteotomia, o que permitiu que o implante fosse localizado em profundidade adequada para o desenvolvimento do contorno gengival correto. (Figuras 4 y 5)

A sequência de perfuração foi realizada para instalar um implante IPX ø 4 x longo. 10 mm, colocado aproximadamente 3 mm de profundidade de onde a margem gengival do futuro dente será localizada.

Sequência de moagem. (Figura 6 – 9)

Figura 4 – Broca esférica

Figura 5 – Osteotomia

Figura 6

Figura 7

Figura 8

Figura 9

Antes da sutura, foi retirado o suporte do implante para instalação do pilar transepitelial, verificando sua correta adaptação e foi aplicado um torque de 30 Ncm e, em seguida, realizada a sutura. (Figuras de 10-15)

Remoção da incubadora e do implante no lugar. (Figuras 10-12)

Abutment transepitelial e um tampão de cicatrização. (Figuras 13-15)

Figura 10

Figura 11

Figura 12

Figura 13

Figura 14

Figura 15

Passos Protodônticos

Com a estabilidade primária do implante, o processo de carregamento começou com a colocação de um pilar plástico individualizado para a confecção de uma restauração provisória de acrílico. (Figuras 16-18)

Componente de plástico. (Figuras de 16-17)

Um dente de florete foi selecionado e adaptado ao pilar de plástico. (Figuras 16-18-19)

Seleção de um dente de pinça para restauração temporária. (Figuras 18-19)

Figura 16

Figura 17

Figura 18

Figura 19

Para melhor retenção da resina acrílica, jatear o abutment plástico com óxido de alumínio de 50 µm e revestir com uma fina camada de resina acrílica autopolimerizável. Resina acrílica no pilar de plástico. (Figura 20 A-B)

Figura 20 (A)

Figura 20 (B)

Aparafuse o abutment de plástico e proteja o acesso do parafuso com uma fita de Teflon antes de iniciar o revestimento do dente de acrílico.

Teflon phyta antes do revestimento dos dentes. (Figuras 21-22)

Figura 21

Figura 22

Usando a técnica de pó e líquido, coloque uma pequena quantidade de resina acrílica autopolimerizável no abutment plástico na boca e o mesmo procedimento no dente de acrílico e coloque-o em posição e aguarde a polimerização completa do material.

Fabricação da restauração provisória. (Figuras 23-25)

Figura 23

Figura 24

Figura 25

O perfil de emergência e o contorno cervical da restauração provisória devem ser feitos fora da boca. Uma concavidade deve se desenvolver a partir de 1 mm abaixo do contorno cervical. (Figura 26)

Desenvolvimento do perfil de emergência e contorno cervical. (Figura 26)

Colocação da restauração provisória e aguardar 4 meses para a restauração definitiva. (Figuras 27 – 28)

Figura 26

Figura 27

Figura 28

Alta qualidade da gengiva ao redor da restauração provisória após a osseointegração do implante.

Com a introdução dos sistemas CAD / CAM, é possível produzir componentes protéticos de zircônio de formato personalizado para recriar um perfil de emergência adequado, facilitando a formação da topografia anatômica da mucosa e do contorno cervical da restauração. (Figura 30)

Figura 29

TAC após 180 dias – (Figura 30)

Superfícies de zircônia polidas abaixo da linha cervical oferecem melhor adesão de células epiteliais e fibroblastos, bem como estética melhorada com menos descoloração gengival cinza-azulada em comparação com abutments de titânio. (Figura 31 a,b,c y d)

Figura 31 (a y b)

Figura 31 (c y d)

Perfil de emergência da zircônia e componente na boca. (Figura 32 a,b y c)

Figura 32 (a)

Figura 32 (b)

Figura 32 (c)

Uma restauração de cerâmica dissilicato de lítio monolítica foi confeccionada em um bloco de cor HTA1 (E.Max CAD), que foi corado após o processo de cristalização.

Restauração de dissilicato de lítio corada

Figura 33

Figura 34 (a y b)

Figura 35

Monitoramento e resultados

Restauração definitiva cimentada e o acesso ao parafuso fechado com resina composta. (Figura 36 a y b)

Figura 36 (a)

Figura 36 (b)

Controle radiográfico após 18 meses. (Figura 37 a y b)

Figura 37 (a)

Figura 37 (b)